Um abraço apertado, um beijo demorado e um “para sempre” ao teu lado.
Talvez nossa história esteja impregnada nos átomos. E você sabe que os átomos constituem a matéria. E não somos mais do que isto, ou somos? Somos aquele tipo de seres humanos que possuem plena consciência de que são seres humanos e, consequentemente, acham que merecem ser mais do que uma espécie de liga de carbono e água? Não. Talvez a água falte tanto na nossa boca que precisamos um do outro. Algo nojento, diga-se de passagem. Depender exclusivamente da respiração do outro é coisa de gente parasita, que suga os erros do outro, e o seu sangue e a sua vida não são tão bons quanto você pensa. Talvez nossas fitas de DNA hibridizado tenham se juntado numa experiência laboratorial qualquer, quando fomos mais indefesos que dois ratinhos brancos, nascidos para salvar a pele de uma geração que implante capilar nas clínicas estéticas. Nossa morte foi fútil, mas digna. Tudo em nome da ciência, tudo em nome dos átomos impregnados na nossa carne, que não é mais e nem menos do que pedaços de pernil pendurados no açougue. A única diferença é que não servimos nem pra churrasco, e os bois ganham vantagem. O mundo inteiro é uma grande Índia, terra onde a vaca é sagrada. Aqui, na Terra, carne humana também é proibido de comer. Indígenas canibais comiam uns aos outros para adquirir virtudes. Louvado sejam os jesuítas, que fizeram os uga-uga perceber que o ser humano não tem absolutamente nada que valha a pena digerir. O antropofagismo moderno virou apocalipse zumbi. E nós temos consciência disso, porque somos diferentes da raça humana. Não somos? Deveríamos ser. Nossa história está impregnada nos átomos, porque átomos o tio ou a tia disseram que são como bolinhas aprisionadas numa caixa completamente opaca. Você balança, ouve o barulho, e imagina o que de tão grandioso tem lá dentro. Talvez seja a origem da vida, mas dane-se a origem da vida. Eu prefiro acreditar que não tenha nada lá dentro. Que a vida seja como uma concha do mar que colocamos no ouvido e temos a sensação de que o oceano está brincando lá dentro, quando na verdade é só o vento que está brincando com a gente. Um pó. Um nada. Nada de destino, nada de amor, nada de superação, nada de companheirismo, nada de saudade. Nossa história, nosso DNA mutante e nossa morte são deduções que estão escritas dentro do que a gente ainda não conhece.
Cinzentos. (via trovejo)
Deus não coloca um desejo no nosso coração que Ele não possa realizar.
— Santa Teresinha. (via dulcecaelum)
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A verdade é que eu morro de medo. Todos os dias quando acordo feito alma em lembrete, meu peito dói. A cada amanhecer e anoitecer meu coração se aperta de temor. Tenho medo, eu grito, e um eco desavisado retumba em minhas entranhas. Medo. De perder o ritmo da vida, de não ser o suficiente, de mim. O gosto ácido que retrai minha garganta é medo, e a dor penetrante nos meus ossos também. Medo de errar, de falhar com outros e ainda pior, comigo mesmo. Medo de me tornar o que eu tanto odeio, de desistir porque me sinto fraca, de parar de caminhar porque meus pés doem e a dificuldade me racha ao meio. Há medo evaporando minha pele, desfazendo minhas células, corroendo meus órgãos. Tenho medo! Medo de temer e não suportar. De ser pouco ou ser o excesso incabível. Medo de me entregar, de ser vulnerável quando a vida me obriga a ser forte. Tenho medo de perder a mim mesma, e tenho mais medo ainda de me encontrar. Porque lá no fundo eu sei, que quando o céu cai e as estrelas me cobrem, eu vomito medo, e engulo esperança.
Elise também ama, 1974. (via secretaria-da-morte)
Há 1 dia . 227 notas . compartilhe
Porque um dia a gente descobre que apesar de vivermos quase um século, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos nem para dizer tudo o que tem que ser dito. O jeito é: ou nos conformamos com a falta de alguma coisa na vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras. Quem não compreende um olhar tampouco entenderá uma longa explicação.
Mário Quintana.    (via subalternos)
O amor não prende, liberta! Ame porque isso faz bem a você, não por esperar algo em troca. Criar expectativas demais pode gerar decepções. Quem ama de verdade, sem apego, sem cobranças, conquista o carinho verdadeiro das pessoas.
Chico Xavier.     (via indutora)
Algo me diz que, talvez, estar com você seja a coisa certa a se fazer.
Meu nome não é Helena.   (via discipula)
Há 1 dia . 343 notas . compartilhe
Quanto mais a gente amadurece, mais a opinião dos outros se torna irrelevante. Essa é uma coisa que a gente demora pra aprender na vida.
Clarissa Corrêa.   (via abominou)
Você é capaz de amar o mundo todo, menos a si mesmo.
Misael Coast (via abominou)
Há 3 semanas . 11.807 notas . compartilhe
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